Microfinanciamento de software livre

Microcrédito, ou microfinanciamento de software livre, é o crédito financeiro focado na pessoa, e não no negócio.Percebe-se uma carência de pesquisa de novos softwares livres, ou adaptação de outros existentes, tradução, documentação e etc.

Avaliando o histórico do mundo do software livre, percebe-se que esta carência, deve-se ao fato dos desenvolvedores disponiveis, terem outras prioridades e dificuldades em captar receita.

Uma grande parte deles, poderia trabalhar mais ativamente no mundo do software livre, se obtivessem uma renda por este período trabalhado, suprindo a redução do período normal de trabalho dele.

“cada indivíduo na terra tem o potencial e o direito de viver uma vida decente. Através das culturas e das civilizações, Yunus e o Banco Grameen mostraram que mesmo o mais pobre dos pobres pode trabalhar e ser agente de seu próprio desenvolvimento” (Comitê do prêmio Nobel de economia)

Acredita-se que o microcrédito a pequenos desenvolvedores de software livre, podem trazer benefícios tanto para a comunidade quanto para a economia, gerando um novo ramo de atividade, baseado na renda obtida da melhoria de softwares já existentes, e criação de novos softwares, e consequentemente de novos slots comerciais. (http://www.cieep.org.br/index.php?page=artigossemana&codigo=604).

Para isto, é necessário não só microcrédito, mas uma completa estrutura de apoio, incluindo:

Servidores de desenvolvimento
Servidores de repositório
Servidores de deploy
Servidores de testes
Ações de marketing
Auxílio na análise do sistema
Auxílio nos testes
Local de trabalho, com estrutura completa e equipamentos a disposição, nos polos de apoio à iniciativa. (PSL)

A proposta, é criar todo o ambiente para o desenvolvedor, livrando ele desta carga desnecessária ao software dele, e também financiar o projeto dele, através de subvenções mensais.

O critério de avaliação é definido por um conselho formado pelo Mantenedor (TripSL), pelos subvencionadores (doadores de fundos), e por pessoas de renome na comunidade.

O desenvolvedor submete o projeto dele, considerando toda a parte técnica envolvida, e o foco ou publico alvo.

O conselho, avalia o projeto, e junto com o desenvolvedor, define as questões administrativas, financeiras, alocação de recursos humanos, e as etapas de desenvolvimento.

Se houver necessidade, o conselho determina um analista, para auxiliar o desenvolvedor a especificar o sistema dele em módulos, fases ou ações. Este analista poderá recompensado, nos mesmos moldes do desenvolvedor.

Após a conclusão do projeto, o mesmo vai para uma fila de avaliações, e será reavaliado pelo conselho, e se possível por empresários do ramo do projeto, para determinar a relevância dele para a comunidade de software livre, ou, no caso de idéia inovadora com foco comercial, a aceitação dele no mercado.

Este conselho determinará por quanto tempo o projeto receberá subvenções mensais, e qual a periodicidade de avaliação das metas atingidas. A cada período de avaliação, o conselho determinará se o projeto continua ou não a receber subvenções econômicas, ou se a subvenção será retida, para destinar o valor a outro projeto mais prioritário.

Como funciona o projeto fora do mundo virtual?

Empresas, ONGs e pessoas, fazem uma doação ao mantenedor do projeto.

O conselho determina quais projetos receberão subvenção, qual o valor mensal, e a partir de quando. Os valores variam de 250 a mil reais por mes no máximo. Projetos que dependam de mais crédito, terão as etapas reorganizadas para encaixarem neste limite.

O desenvolvimento é acompanhado pela equipe do mantenedor, e este acompanhamento estará livre para a comunidade também.

Diariamente o sistema avaliará os commits do desenvolvedor, as listas de discussão, os bug reports e os testes unitários…

Ao final da subvenção, com o beta do software pronto, a equipe do mantenedor irá iniciar as ações de marketing, fazendo com que a comunidade de software livre, passe a participar do projeto, ajudando no desenvolvimento e divulgação dele de forma viral.

Os softwares que podem funcionar como serviço, poderão ter algumas partes não GPL, para permitir o slot comercial e de marketing, e gerar renda. Mas deverão ter uma versão totalmente gratuita.

Os softwares categorizados como inovação de mercado, poderão receber outro modelo de subvenção ao final desta, baseado na parceria e divisão dos lucros de comercialização.

Como será feita a distribuição do código?

O mantenedor ficará responsável por manter pacotes debian atualizados dos softwares desenvolvidos, mas o desenvolvedor será responsável por criar os arquivos necessários para a compilação do pacote, scripts de instalação e configuração do mesmo.

Caso seja uma tradução, plugin ou adaptação, o mantenedor irá manter contato com os desenvolvedores originais, para incluir estas alterações nos pacotes oficiais.

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